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O que é?
O controle da lacração dos equipamentos ECF, MR e PDV, tal como hoje praticado por grande número de Secretarias Estaduais da Fazenda, está baseado em um banco de dados com acesso via WEB, que detém todas as informações que vinculam a numeração de um lacre ao número do equipamento ECF, MR ou PDV, e às pessoas que são responsáveis pela lacração (fabricante do lacre e empresas terceirizadas autorizadas pela SEFAZ), criando, assim, um Elo de Segurança® ou LACRE VIRTUAL O rastreamento dos chamados DIVs (Dispositivos de Identificação de Violação), entre os quais se incluem os lacres plásticos de segurança, foi exaustivamente estudado pelo US Department of Defense (DoD) e pelo US Department of Homeland Security (DHS), juntamente com o Los Alamos National Laboratory, através de sua equipe Vulnerability Assessment Team (VAT), os quais chegaram a algumas importantes conclusões : 1 - “Para que seja reconhecido o caráter de segurança a uma selagem, ela deve obedecer a normas ou procedimentos relativos à aquisição, armazenamento, distribuição, aplicação, registro, inspeção, treinamento e descarte dos lacres, o chamado “PROTOCOLO DE SELAGEM” (“Security Seals Protocol”). O não-cumprimento das normas relativas a qualquer daquelas etapas comprometerá o nível de segurança dos lacres escolhidos”.
2 - “Os lacres são parte de um programa/procedimento de segurança e não devem ser considerados, por si, a única linha de defesa”. Como parte de seu trabalho, a equipe do Los Alamos analisou 213 diferentes lacres em pormenor, alguns do Governo norte-americano e outros de fabricação privada. Estes lacres tinham preços e características que variavam de baixo custo e tecnologia até lacres de alto custo, reutilizáveis e de alta tecnologia, como lacres RFID ativos. Entre outros resultados, foi verificado que, ao se adicionar US$1,00 ao custo de um lacre mais elaborado, o tempo necessário para sua violação só aumentava em 2 segundos. O custo unitário médio de uma potencial violação viria acrescer em US$0,27 o custo unitário de US$1,00. Ou seja, as características de alta tecnologia passam a ser apenas uma distração ou ainda uma falha onerosa em observar alguns itens críticos de vulnerabilidade do sistema de selagem. Por isso é mais importante e econômico incorporar os custos implícitos no “Protocolo de Selagem” do que gravar os custos unitários com a tecnologia dos lacres mais elaborados.
A Norma ISO/PAS 17712, emitida pela International Organization for Standardization, veio complementar o trabalho do DoD e DHS, ao assinalar,em seu Anexo A , que nas várias etapas da vida de um Lacre, desde a sua aquisição até sua remoção e descarte, existem diversas possibilidades de brechas na segurança. Apesar de que a Norma referida foi imaginada para a selagem de contêineres, os princípios ali focalizados também se aplicam a DIVs usados em outras lacrações. Em resumo, o “Protocolo de Selagem”envolve : Qualificação do fornecedor Aquisição de DIVs . Verificar se o fornecedor tem Certificação ISO 9001:2000; . Se a literatura e especificações de seus produtos são baseadas em padrões internacionais; . Se o fornecedor não estará terceirizando sua produção e, se este for o caso, procurar localizar a fonte de produção de suas partes originais ou produtos acabados para futura rastreabilidade; . Limitar a aquisição a poucos fabricantes; . Identificar os modelos de DIVs e suas características para utilização e treinamento; . Adotar especificações técnicas embasadas em normas da indústria de selos; . Manter registros das aquisições; . Limitar a incidência de DIVs adquiridos com numeração/codificação duplicada a 0,1%. Armazenamento dos DIVs . Estocar os produtos em condições de segurança e rigoroso controle, o que implica limitar acessos ao Almoxarifado e aos dados sobre a numeração dos DIVs. Controle e Distribuição . No Almoxarifado, os DIVs serão registrados de acordo com seu número seriado; . Estabelecer uma “cadeia de responsabilidade” : os estoques serão verificados a cada mudança de turno dos encarresefazs. Aplicação dos DIVs . Antes da aplicação, examine os DIVs em busca de defeitos e descoloração, comparando suas características de numeração, formato, medidas etc. com as de um DIV modelo; . O travamento do DIV depende de sua correta aplicação, devendo-se verificar seu comportamento na selagem, para evitar um falso fechamento; . O fechamento do DIV obedecerá às regras recomendadas pelo fabricante para cada modelo; . A selagem sem observação dos pormenores acima enumerados tornará o instalador do DIV responsável por potenciais fraudes, pois caracterizará uma “pré-violação”. Registro da numeração/codificação . A numeração e demais dados de identificação dos DIVs serão registrados e rastreados seja manualmente seja por código de barras ou ainda RFID, de forma a garantir o elo de ligação com o número de série do objeto fechado. Inspeção dos DIVs . Os DIVs serão minuciosamente inspecionados, para verificar a ocorrência de possível fraude; . Vale assinalar ser necessário o conhecimento pormenorizado de cada DIV, suas fragilidades e pontos suspeitos a serem checados. Remoção dos DIVs - Interpretação dos dados verificados . Para uma inspeção confiável, a remoção dos DIVs será feita de acordo com um método previamente aprovado, a fim de garantir condições para a correta interpretação dos dados recolhidos; . O DIV deve ser tratado como indício de violação, caso esta venha a ocorrer. Por isto, é necessário custodiá-lo estritamente, juntamente com o objeto inspecionado, para que ambos venham a ser periciados por laboratório independente. Descarte dos DIVs . Os DIVs não podem ir para a lixeira comum, por conterem dados úteis a fraudadores; . O agente que não mantiver as provas comete crime de “queima de arquivo”; . Os DIVs usados e suas partes serão recolhidos para análise e destruição adequadas. Treinamento . Servir-se de literatura criada pelo fabricante sobre o uso correto do DIV; . Repassar estes e outros conhecimentos aos usuários, terceirizados, funcionários e demais fornecedores-distribuidores de DIVs para uma selagem eficaz; . Como parte integrante de um programa de treinamento, é importante o estudo da Norma ISO/PAS 17712, particularmente o seu Anexo A. Embora redigida para selos utilizados em contêineres, é aplicável a lacrações em geral, incluindo-se entre as práticas internacionais recomendáveis para fabricantes e usuários.
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