A evolução na marcação de animais

Marcação de carcaças com carimbo e com selos plásticos
No Brasil, as carcaças de animais têm sido até agora marcadas mediante um carimbo, aplicado pelo Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura. O sistema apresenta o enorme inconveniente de permitir, com toda a facilidade, que um carimbo idêntico, até feito simplesmente com batata, imite a marca do Ministério. Ademais, o carimbo não contribui para a boa aparência da carcaça e força os açougues à perda da área marcada, imprópria para o consumo.
O sistema não conseguiu, em todos os seus anos de vigência, impedir a proliferação do abate clandestino, hoje ainda responsável por metade da carne consumida no país.
A ELC Produtos de Segurança foi pioneira, no Brasil, na selagem de carnes como alternativa ao uso do carimbo, tendo tido seus produtos aprovados pelo Ministério da Agricultura desde 27/1/1993. A utilização dos selos plásticos e a condenação do uso do carimbo chegaram a ser objeto da Portaria nº 90, de 15/7/1996 do Secretário de Defesa Agropecuária, cuja implementação, porém, não foi levada a cabo.

A atual necessidade de identificação
Somente agora, com as novas exigências do mercado importador europeu, surgiram condições para a introdução de um sistema mais abrangente de identificação de animais e de carnes.
Atualmente, a carne exportada, além do carimbo do SIF, segue um modelo de rotulagem com diversas informações (procedência, abatedouro, tipo de corte, prazo de validade, etc), mas a União Européia quer identificar a causa primária de um eventual problema sanitário verificado em um corte importado por algum país membro. Por isso, exigiu a identificação do animal que dá origem ao corte. O governo brasileiro viu-se forçado, assim, a criar o chamado SISBOV.

O Sistema brasileiro de identificação e certificação de origem bovina e bubalina - SISBOV
Em 9/1/2002 pela Instrução Normativa nº 1 o Ministério da Agricultura criou o SISBOV que objetiva identificar, registrar e monitorar todos os bovinos e bubalinos existentes no país.
O registro formará uma base de dados nacional, de caráter oficial, contendo informações sobre os animais e as propriedades rurais e agroindustriais a eles relacionadas.

Identificação dos animais
Ao lado da marcação permanente no corpo do animal o SISBOV permite, como alternativa, “a aplicação de dispositivos internos ou externos, que permitam a identificação e o monitoramento individual dos animais, aprovados e autorizados pela DAS (Secretaria de Defesa Agropecuária) do Min. Agricultura”. A identificação deverá ser codificada.

Um documento de identificação acompanhará o animal desde o nascimento ao abate, registrando:
a) propriedade de origem
b) identificação individual do animal
c) mês de nascimento ou data de ingresso na propriedade
d) sexo e aptidão
e) sistema de criação e alimentação
f) registro das movimentações
g) dados sanitários

Prazos para ingresso no SISBOV
• Para exportação de carnes à União Européia, até junho de 2002
• Para exportação a outras áreas no exterior, até dezembro de 2003
• Para todos os criadores, o prazo máximo de adesão ao SISBOV termina em dezembro de 2005 para os Estados livres de aftosa e dezembro de 2007 em todos os demais casos.

A moderna identificação de animais
Dos vários métodos de identificação (marcação a ferro, tatuagem, brincos, DNA, transponder ou exame de retina), um dos mais buscados pelos pecuaristas brasileiros, por ser prático, barato e eficaz, é o da selagem dos animais por meio de brincos de plásticos, invioláveis, com código de barras e número com dez ou quatorze dígitos.

O "Elo de Segurança®"
A ELC Produtos de Segurança firmou-se, nos últimos 34 anos, como líder mundial na fabricação de lacres plásticos de segurança, cujo prestígio comercial repousa tanto em seu excepcional mecanismo de travamento quanto na sua numeração impossível de ser reproduzida fora da fábrica.

Para atender às necessidades de vários grupos de clientes que, além dos lacres, demandavam a criação de um banco de dados via Internet e o conseqüente rastreamento das informações a partir do número do lacre, a ELC criou o seu sistema "Elo de Segurança®", já aplicado com êxito na lacração e controle de placas nos DETRANs, na selagem de medidores elétricos e das máquinas registradoras e ECF’s fiscalizadas pelas Secretarias Estaduais de Fazenda.

A correta instalação e o bom funcionamento de um sistema de rastreamento de dados é fundamental para o trabalho de identificação dos exemplares de um rebanho. O sistema "Elo de Segurança®" da ELC passou por todos os testes junto aos mais variados setores de atividade, de onde sua recomendação para as novas necessidades da pecuária brasileira.

Ao lado, pois, do fornecimento de brincos plásticos numerados e/ou em código de barras, a ELC coloca à disposição de pecuaristas e associações de classe o "Elo de Segurança®", sistema que reúne as três áreas de informação que devem marchar integradas: o estabelecimento criador/consumidor - o número do brinco - a identificação do animal. Nele, todos os dados relevantes sobre o animal (peso, dieta, vacinas, acidentes etc.) são remetidos a um banco de dados, via Internet, com referência ao número que aparece no brinco.

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